Primeiro o 2, Depois o 4, Daí o 1, o 3, e Finalmente o 5
março 26, 2010Tempos – quase – modernos
março 31, 2010Narrado por Muriloco
Há três anos, dois jovens estudantes do cursinho Positivo decidiram matar aula em busca de um objetivo comum, se preparar para a faculdade. Não para aulas e estudos, mas sim para as partidas de sinuca que lá esperavam ter. Como toda sinuca pede cerveja, ocasionalmente saíam para jogar e beber, inicialmente num ritmo leve e moderado.
Foi assim que um dia, convidados pela irmã de um deles, desbravaram novos caminhos e foram até a reitoria. Lá encontraram universitários de vida boêmia, ilustres pessoas como Karkão, Maroba, Pagode e outros amigos. Eles se reuniam nos primórdios do que viria a ser um prodigioso evento: a terça-feira muito louca.
Ao ouvirem esse nome, os dois jovens ficaram fascinados, pois era justamente às terças que matavam aula no cursinho. A partir daquele momento, toda terça seria muito louca. Vasculhando bares de Curitiba (pois a reitoria era muito longe) e periodicamente aumentando a dosagem alcoólica, encontraram o lugar perfeito. Era uma boteco agradável, com duas mesas de sinuca, Bavaria a 2 reais e Rabo-de-galo a 1, chamado Bar do Seu Luís (sob o pseudônimo “lanchonete merluz”). O dono era o próprio Seu Luís, uma figura carismática e paterna.
Convidavam cada vez mais pessoas, geralmente sem sucesso. Não era fácil, afinal, convencer aqueles charlinhos a encher a cara ao invés de estudar. Mas por vezes levavam amigos que faziam cada terça ter uma cara nova. Ao longo do tempo rolaram alegrias, cervejas, mágoas, sinuca, cervejas, divisão de garotas, amizades, doses, ratos voadores e, é claro, cervejas.
Criaram regras para as terças muito loucas, para que jamais fossem pouco loucas. Assim, cada vez mais ébrios do que a vez anterior, adotaram o bar do Seu Luís como uma segunda casa, onde, diga-se, qualquer um poderia fazer uma visita.
Aos que quiserem conhecer o evento e as regras a fundo, sintam-se à vontade para falar com Murilo ou André. Mas esteja avisado: a loucura não é pouca.





5 Comments
Eu conheci um pouco da tradição, e quanto aos Charlinhos que vieram que que aí ainda estão, só uma coisa.
A MORTE!
bons tempos, isso sim
Maroba eh a mãe! hunf.
fico feliz em tê-los mostrado o caminho certo, haha.
hahaha… pior que eu não tinha certeza e fui olhar no orkut do karkão…. lá tava maroba! hauhauhau
mas enfim, vale a intenção….
ié, esse foi um dos textos que mais me deu orgulho de ler em toda a internet