Prefácio Para Um Bom Amigo
outubro 5, 2010Aos
outubro 13, 2010postado por Rafaé
Enfim a maturidade. Mas, ainda assim, uma maturidade não-tão-madura. É muito mais física do que emocional. No fundo, sempre carregamos as vontades e os sonhos infantis. Ainda acreditamos que o mocinho sempre se dá bem no final, dando um soco e quebrando o nariz do vilão, que insistirá em jurar vingança. Mas sabemos que o vilão no fundo é fraco. (É no que insistimos em acreditar).
Enfim. Sonhos infantis são leves de se carregar. Por isso nos permitimos com eles. O perigo é quando os usamos como máscara para nossos erros mais grosseiros. Como é o violento erro de tentar reconstituir o passado em nosso presente, destruindo a calmaria que nos levaria a outro lugar.
Melhor? Pior?
Outro.
Mas independente de nossas falhas, sonhos e vontades, não podemos consertar as coisas já feitas. Podemos nos lamentar, pedir desculpas, dizer que blábláblá. Mas no fundo sabemos que “a explicação é um erro bem vestido”.
Por isso, meus jovens, dou-lhes todos os créditos para a vida. Gastem onde quiserem. Seja na montanha russa, túnel do terror ou algodão doce.
Feliz dia das crianças, pequenos.




3 Comments
Tunel do Terror, eu manjo disso num carro sendo carona de um bebado!!
Nada mais ingênuo e confortável para nós do que carregar pra sempre as aspirações infantis: de que podemos ser quem quisermos (astronauta. Pq sempre diabos um astronauta?) um dia, basta se esforçar; de que o bem sempre vai vencer e que um dia poderemos congelar pessoas, como o Sub-zero.
Obrigada, Tio!
tá ótimo, penetra.