Seu lixo
janeiro 18, 2012Sinopse
fevereiro 2, 2012postado por Murilo, o intermitente
Os olhos pretos na madeira do velho armário não me assustam mais. A ingenuidade tardou a me abandonar, mas finalmente o fez. Os olhos de Cristo, do quadro do corredor, não me vigiam mais, pois paguei todos meus pecados. O olho mágico da sua porta, garanto, também não voltará a me ver.
Pois sobretudo dos seus olhos é que me libertei. Eles, que muito me diziam, e agora matraqueiam ao léu. Portanto saiba que das rápidas vezes que, por descuido, os seus se encontrarem com os meus, antes que pisquem se separarão.
Pois agora são os meus, libertos, que têm um mundo inteiro a se prosear. E só se fecharão quando lábios roubarem a cena.




