What if
maio 23, 2013Como quem já sofreu o bastante na vida
junho 3, 2013por Rafael
No mesmo instante, sem saberem, H. e M. sorriram juntos, ainda que sem alterarem suas expressões, pois sabiam que agora, apesar de tudo, ainda lhes restava a cumplicidade de ignorarem-se com a mesma intensidade e dores:
Caminhando de peitos abertos, indo de encontro ao infinito por desconhecerem suas intensidades, vão e vêm, um de encontro ao outro, e com o fio de cumplicidade que ainda lhes resta, olham-se nos olhos e desviam seus olhares, ignorando as existências de um e de outro. Seus ombros passam a menos de um metro um do outro. Inconscientemente levam suas mãos esquerdas ao meio e quase se tocam. Dois centímetros e algumas lembranças de distância, passaram. Seguiram seus caminhos, certos de um dia retornarem. E assim seguem rumo ao sempre, pois a realidade, no fundo, é um tanto de nossos desejos, e isso nos satisfaz.




