
A maldição de Marigol
junho 27, 2017
Esse pacote não me convence mais
julho 13, 2017Nos subterrâneos de nossas lembranças guardamos recordações que não conseguimos mais enxergar.
Tateamos o obscuro na esperança de reconhecer as peças que nos formaram. A luz entra apenas por pequenas frestas, reavivando objetos que nos conectam com o passado, que vivemos e que inventamos.
Pintamos quadros com formas conhecidas apenas por nós, mesmo quando retratamos algo natural à todos.
Enfim, chega a penumbra e as frestas vão se fechando. Já nem lembramos mais o que os quadros vazios – que enchem a parede – emolduravam.
Comparado ao todo, tudo não passou de um instante.
Escrito pelo Gabriel Protski
Fotografado pela Marcella Borba





