
Cruzeiro do Sul
abril 19, 2018
Lembranças Azuis
maio 3, 2018
O comboio chega à estação. O homem a segurar a mão da sua filhinha, 3 ou 4 anos, para embarcarem.
Eis que a porta do vagão não abre sozinha. Não é automática como as portas do Metro, mas ele não sabe; é turista. Deve estar avariada, ele pensa, emperrou. Resolve forçar a porta. Usa toda a sua força mas não consegue. O comboio prestes a partir.
Na altura dos olhos da filha está o botão. Ela mete ali o dedinho e – tchanam! – a porta se abre.
O pai, misto de constrangimento e orgulho, solta um sorriso bobo. Leva a filha para dentro pela mão. Próxima paragem: Belém.
Murilo





